O melhor da passarela | NYFW – 02

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Já estava com saudade deste clima de semana de moda. As cidades ficam em uma atmosfera tão especial. Desde as pessoas, que se vestem de uma forma criativa e se revelam com produções encantadoras, às lojas com decorações que lembram o Natal, mas fashion!
Voltando aos desfiles do final semana, consegui captar duas tendências que serão fortes para o próximo Inverno. O brilho e a leveza, em suas diversas formas, tecidos e acabamentos.
Para começar, o sempre excêntrico e divertido Jeremy Scott buscou referências glam vindas de Las Vegas, um pouco do estilo do pop star Michael Jackson e o inusitado, como estampas religiosas. O resultado foi muito paetê, veludo molhado, animal print e uma cartela infinita de cores.

nyfw_desfiles_02Já Jason Wu intercalou seus looks all black com metalizados em veludo devorê nos vestidos longos com fendas, comprimentos midi e um jogo interessante de assimetria nas alças – algumas estavam caídas nos ombros propositalmente. Na alfaiataria, cortes retos e femininos na medida. Outro destaque que adorei foram as meias arrastão, que falei ontem aqui no blog. Este é um jeito cool de usar com ankle boots!

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Um dos shows que estava mais aguardando era o da Lacoste. o cenário futurista já entregava que a coleção seria fora do comum. O sportswear veio de um jeito renovado. Muitas modelagens com perfume noventista, vestidos-parkas em veludo metalizado, casacos esportivos com estampas lunáticas, calças utilitárias e peças em tonalidades vibrantes que, com toda certeza, serão desejo absoluto para acender os dias mais frios.

 

nyfw_desfiles_04Tudo azul na Tibi! A marca entrou com tudo na passarela valorizando as várias tonalidades da cor em suas texturas, seja na lã ou no veludo (mais veludo!). Chiquérrimo! Além deste highlight, o minimalismo nos vestidos de gola alta e a alfaiataria com shape mais solto também encantaram as fashionistas de plantão.

nyfw_desfiles_05Por último, mas não menos importante, Victoria Beckham levou a família para prestigiar seu inverno – ao lado de Suzy Menkes e Anna Wintour. A pequena Harper estava lá, no colo do pai, David. A coleção revelou um boyish contemporâneo, elegante ao nível elevadíssimo, graças a um passeio da estilista ao Tate Britain, quando viu a exposição de Paul Nash. Camisas com colarinho fechado e paletós típicos masculinos contrastaram com saias transparentes e fluidas. Um equilíbrio tão sofisticado. Sem falar no burgundy, que se mantém poderoso.

Agora basta acompanhar as próximas apresentações da semana. Será que vem mais veludo por aí?

Beijos, Alice

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A primeira Calvin Klein por Raf Simons

calvin-klein_fall2017_01Que atire a primeira pedra a fashionista que não estava aguardando ansiosamente pela estreia de Raf Simons à frente da Calvin Klein. Eu estava curiosíssima para ver como seria o direcionamento da marca norte-americana nas mãos do estilista belga.

E o designer fez falta na moda durante este gap após a sua saída da Dior, em 2015, onde deixou um legado de criações apaixonantes, entre cores vivas, silhuetas superfemininas e modernas na mesma medida, sem falar no trabalho rico em bordados e rendas.

O mistério sobre para onde o estilista iria só foi desvendado em agosto de 2016, quando Business of Fashion disparou um “Breaking News” (daqueles emails que assustam a gente, sabe?). Logo que o estilista brasileiro Francisco Costa, quem comandou a direção criativa da marca americana durante 14 anos, se despediu da CK Collection, algumas pessoas já apostavam em Raf como sucessor.

“O desfile de moda mais esperado em décadas foi uma apresentação brilhante”. Foi assim que Cathy Horyn, do New York Times Magazine, definiu a nova passarela da Calvin Klein. E uma multidão concordou! Diferente do minimalismo all white, all black, all gray e das modelagens clean de Costa, Raf Simons apostou no que sabe fazer bem: colocar cor e vida nas suas criações.

O “Americanismo” de Raf era outro. Ao som de “This is not America”, de Bowie, modelos entraram em cena com uniformes de alfaiataria típicos masculinos em looks color blocking, assimetrias, comprimentos midi chique, brincadeira de sobreposições (como as mangas de tricô caneladas por cima de um paletó), jaquetas de xerife (com aquele pelo na gola) bordadas com flores metalizadas, vestidos super delicados com bordados de flores em tons de rosa e uma combinação moderna de casaco de pele dourada por baixo de uma camada de plástico. Não bastou um, ele investiu na versão com plumas. Uma miscelânea de referências, materiais, ideias. Tudo para abrir uma nova era da CK com magia e mostrar a importância de celebrar a moda e todas as pessoas envolvidas nela.

calvin-klein_fall2017_02Na terça-feira passada, a campanha de Verão 2017 da marca foi uma espécie de teaser desta nova fase. Um ou dois modelos, vestindo suas peças emblemáticas, como a regata branca de algodão, o jeans índigo e o underwear, em frente à uma obra de arte norte-americana, de artistas famosos como Andy Warhol, Sterling Ruby, Richard Prince e Dan Flavin. Uma comparação inteligente entre as roupas e os quadros de um país que, volta e meia, precisa relembrar alguns dos seus “clássicos”.

// Campanha Calvin Klein //

calvin-klein_fall2017_03 calvin-klein_fall2017_04Agora me conte: aprovada a nova CK?

Por aqui, só tenho aplausos!

Beijos, Alice

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Look maxi cardigan + meia arrastão

alice_look_meia_arrastao_01O frio continua por aqui com tudo! E é uma boa desculpa para misturar texturas, padronagens e tendências do momento sem se preocupar com o excesso de camadas. A grande questão é que você não precisa correr para as boutiques de luxo ou as redes de fast fashion internacionais para entrar em sintonia com o que está acontecendo nas passarelas. Digo isso porque sinto muito orgulho em ver como a moda vem ficando, cada vez, mais democrática e bem feita no nosso país. Sempre vesti roupas de fast fashion estrangeiras para atender aos meus desejos imediatos e agora é hora de valorizar o que é nosso. Um exemplo é o trabalho impecável que o time de pesquisa da Riachuelo vem fazendo. Seja no tricô, na linha de jeanswear ou nos acessórios. A equipe, que desenvolve estes produtos, está sempre viajando, ligada nos lançamentos, assim como as outras redes mundo afora.

Para este look, pensei em um mood sessentista com duas peças statement para usar #DoMeuJeitoRiachuelo. O maxi cardigan de tricô com esta mescla de fios claros, que foi feito pela Chloé, encontram harmonia com a calça com estampa de ladrilhos retrô, que lembra a padronagem da Prada, mas com outra cartela de cores. E, para arrematar a produção, a meia arrastão, que voltou à cena no styling de Inverno 2017 de Jeremy Scott. Escolhi a versão nude para ser mais leve. Nos pés, um scarpin rosa pastel da Miu Miu.

alice_look_meia_arrastao_04Saindo do mood retrô 60’s, é hora de ficar atenta às formas de vestir a meia arrastão preta. Vi tantas maneiras incríveis de usá-la. Mesmo no styling ousadíssimo de Jeremy Scott, que não basta a arrastão, precisa ter uma meia de algodão por baixo para compor o visual. Já a it-girl Alexa Chung não economizou na produção. Tem calça com xadrez vichy e sapatilha vermelha de bailarina da Miu Miu. Nas ruas, vale misturar com jeans e mocassim.

alice_look_meia_arrastao_03As irmãs Kendall e Kylie Jenner também incentivam a tendência! Além de circularem com suas meias, elas criaram para a sua marca também. Em outfits noturnos, vai bem com o clássico combo vestido + sandália e com alfaiataria de corte feminino, como apresentado por Eric Schlosberg. Em vez de losangos, Jason Wu mostrou que arrastão funciona bem em círculos.

Quantas ideias e caminhos criativos para transformar tendências. O grande segredo é adaptar ao seu estilo e arrasar!

Beijos, Alice

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