On My Way: Jaqueta Patrícia Viera

Uma produção que ganhou toque único e personalizado graças à jaqueta dos sonhos da coleção da Patricia Vieira, que virou peça protagonista do meu look.
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Vocês sabem que, na maioria das vezes que faço uma composição invernal, opto por maxi coats para combinar com saias e calças fluidas (que, agora, vem em versões mais encurtadas, pouco acima do tornozelo, como a pantacourt).

Gosto de camadas e mais camadas :)

Bem, nesse look mudei tudo! E vim de jaqueta cropped em couro da coleção Inverno 2016 de uma das minhas estilistas brasileiras favoritas: Patricia Vieira.

Mudei para usar a jaqueta, que foi paixão à primeira vista e tive vontade de mostrar que, mesmo com calça de alfaiataria, ela cairia bem!
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Essa coleção da Patricia foi muito especial: além de ter sido apresentada no Centro Universitário Belas Artes, durante o SPFW Fall 2016, ela teve inspiração na natureza mística do deserto do Atacama, o que me deixou com aquela vontade “tenho que ter alguma peça para chamar de minha”.

E, de todas as peças, a minha escolhida foi a jaqueta, que recebeu um toque artístico da carioca Clara Veiga, com uma ilustração no qual um céu límpido se abre  com as estrelas do deserto chileno.

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O mais apaixonante foi o equilíbrio que o desenho deu à peça: o que poderia causar uma estampa mais infantilizada, resultou em um efeito super fashion ao modelo.

O recorte cropped conversou com a com a modelagem da calça e, assim como acontece quando uso maxi peças, ele ajudou a alongar a silhueta e a afinar a cintura. Nova combinação, mas mesmo efeito, para evidenciar meu ponto forte: a cintura!look_patricia_viera_04

Quanto ao desfile de Patricia Vieira, vale a pena destacar outras peças dessa coleção maravilhosa, que ganhou detalhes personalizados handmade da estilista, refletindo uma moda utilitária e confortável.
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Modelagens retas e clássicas, que ganharam olhar autoral de Patricia e refletiram a relação mística com a natureza lunar.

Simplesmente encantador!

Beijos, Alice Ferraz

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Focus On: Casaco Étnico!

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Eu simplesmente amo quando encontro uma roupa que, além de ter informação de moda, carrega história e cultura.

Sempre que posso, programo viagens ao redor do mundo para conhecer novos países e me conectar com diferentes culturas. Trazer uma lembrança de cada lugar – seja uma peça ou um souvenir – é uma forma de trazer junto comigo uma parte de cada experiência minha.

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Foi exatamente assim com o meu casaco de patchwork étnico em tricô, inteiramente trabalhado com mix de cores que foram do rosa marsala e amarelo cobre ao azul capri e azul denim. Meu caso de amor com ele aconteceu durante uma viagem super especial que fiz com a minha família à Budapeste. Encontrei o maxi coat em uma pequena loja de moda e foi amor à primeira vista.

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Apesar de ter três tons diferentes e vibrantes, a padronagem como um todo permite criar diferentes produções. A última que fiz, optei pelo suéter pink + pantacourt preta + black sneakers.

O detalhe especial ficou por conta dessa linda choker da designer de joias Dijaya Levy, com pedra ametista bruta embutida no centro. Um delicado trabalho, elevando a tendência das gargantilhas ao estilo low key de forma minimalista e sofisticada.

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Uma peça única e que, por si só, vira protagonista de qualquer look.

A tendência étnica teve o seu boom nos anos 70. A princípio, as peças ganhavam detalhes em bordados com elementos que lembravam as regiões da Ásia, África, América Latina e por outros países que possuem uma identidade cultural forte.

look_etnico_04Agora, com a sua rápida aceitação internacional na moda, a estampa ganha diferentes releituras, ora em versões florais (como na feminilidade forte e delicada de Alexander McQueen), ora em trabalhos geométricos, vulgo Temperley London.

Novas referências que ajudam a realçar algo que é muito mais que uma tendência ou informação de moda, é estilo de vida!

Get inspired :)

Beijos, Alice

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My view: Resort Collection 2017

O calendário de moda há um tempo era formado por duas temporadas tradicionais (o prêt-a-porter e a haute couture).

Com o passar do tempo e as exigências do mercado, as grandes grifes viram a necessidade de adaptar suas coleções, que então ganharam novas versões: primavera/verão, outono/inverno e as chamadas Resort ou Cruise Collection – estas últimas sempre apresentadas entre as estações.

Hoje, darei destaque a 3 coleções que capturaram o meu olhar. Cada uma com seu estilo e personalidade, mas todas com um conceito de moda que vai além de apresentar tendências.

Vamos a elas:

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Depois da histórica conciliação política entre Barack Obama e Raúl Castro, em abril de 2015, Cuba nunca esteve tão em evidência – chamando a atenção, também, da cena fashion, principalmente aos olhos de renomados estilistas frente às grifes internacionais. Foi o caso de DVF, em 2016, e Chanel, com seu último desfile – tão comentado – em Havana.

Agora, foi a vez da Valentino, sob olhar de Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli, mostrar a força da cultura cubana em sua coleção Resort 2017.

A coleção fez uma verdadeira viagem metafórica, resgatando diferentes “memórias” do país, resultando em cores densas, estampados, bordados e plissados.

As modelagens ganharam silhuetas bem marcadas (lembrando muito o recorte dos anos 50) e a borboleta branca, flor considerada um dos símbolos da nação, ganhou versões coloridas em saias e vestidos mídi, misturadas com casacos em animal print e suéteres ombro a ombro listrados.

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A clássica camisa guayabera ganha diferentes versões, ora com minuciosos detalhes em bordados de borboletas, ora como modelagem para servir como base de delicados vestidos de renda.

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A clássica assinatura da maison de trazer peças que respiram leveza e suavidade revisita a coleção com outro olhar, agora acompanhadas por cores densas e maxi bordados de mariposas em saias fluidas.

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O vermelho aparece poderoso, imprimindo a fortaleza feminina, sem perder o romantismo e a pegada vintage da grife. O trabalho handmade de rendas e estampas florais com outros materiais fluidos, que lembram muito o chiffon e o tule, ganham vez em shapes contínuos e estruturados.

No mínimo, encantador!

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Sob comando como diretor criativo da marca há uma temporada, Simon Holloway trouxe sutileza à coleção de Agnona.

À primeira vista, quando se vê as peças desse novo trabalho da grife, imediatamente, pensa-se em delicadeza, fluidez, simplicidade e leveza.

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Mas, o resultado foi reflexo do aguçado e articulado olhar do novo estilista da grife, com seu alto grau de conhecimento na indústria têxtil, escolhendo “a dedo” os melhores tecidos para compor esse efeito soft da coleção.

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A cartela de cores neutras, com destaque para o bege, que ganhou incontáveis versões em seda, algodão de lã e chiffons de alto padrão.

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Outra grife que merece uma salva de palmas por seu trabalho impecável e ultra feminino é Carolina Herrera.

O ano é de comemoração (em 2016, a maison celebra 35 anos de fundação), e parece que foi o ponto de partida inspiracional para que a estilista venezuelana retornasse à clássica assinatura da marca: peças ultra elegantes, sofisticadas e atemporais, aliadas à tecnologia de ponta.

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O resultado foram peças maravilhosas, com refresh jovem, num perfeito jogo de cores e listras, que ganharam vez em vestidos com maxi fendas, croppeds e conjuntinhos acinturados.

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Modelagens construídas, peplum, estampas florais, plissados, chokers, shorts de cintura alta e pantalonas também fizeram parte da coleção.

Um trabalho que refinou a essência da maison, conhecida por sua luxuosa originalidade e rigoroso dress code.

Aqui, a palavra de ordem é elegância!

As coleções Resort tem o objetivo de tornar a experiência de compra muito mais rápida e prática, não tendo a necessidade de apresentar suas peças em mega shows. O resultado é único: see now, buy now!

Vale a pena ficar atento a essa nova visão de moda no fashion business.

Beijos, Alice

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