Total Black

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Quem já me acompanha há bastante tempo sabe que sou suspeita até o último fio de cabelo para falar de looks total black. Afinal, é o clássico “não tem erro”. Você pode usar qualquer hora do dia, qualquer ocasião e estar chique. Claro, não é só pelo preto, mas a modelagem, textura e os tecidos das peças têm uma importância enorme na hora de produzir um visual impactante e fashionista.

Uma das grandes sacadas do all black é brincar com sobreposições. No meu look, apostei nas “layers” formadas por uma blusa de malha cropped, suéter, calça pantacourt e a bota-meia. Adoro esse jogo de modelagens de diferentes – calça e blusa em comprimento curto e cano da bota alta. Esse truque de “esconder” a pele é perfeito pra alongar a silhueta.

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Adoro como as marcas apresentam o all black de acordo com o seu DNA. É uma cor tão versátil! E o segredo de cada uma é investir nos detalhes certos. Brilhos, transparências, rendas e couro são transformadores.

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Vamos às passarelas! A italiana Max Mara escolheu o veludo para ser o protagonista do visual de alfaiataria. Para um contraste chique e sutil, uma blusa turtle neck feita em cashmere foi a peça certa para arrematar. Na Dolce&Gabbana, o espírito jovem dominou o look composto por um tailleur de renda guipure e tweed. Ficou tão cool com aplicação de broches de gatinhos, meia-calça com a estampa animal print clássica da label e tênis. Já o couro foi o material estrela do visual power da Diesel Black Gold. Destaque para as mangas de tricô canelado e fenda.

Outra marca que apostou no couro foi a Joseph, mas, desta vez, all black leather! Sem dúvida, o material é perfeito para transmitir a mensagem de poder e elegância. Com direito a um ar aristocrata, a sempre très chic Alberta Ferretti escolheu o veludo para contrastar com elementos modernos, como a calça oversized e a blusa com efeito de segunda pele. Na coleção da Saint Laurent, o preto apareceu em uma estética oitentista, com ombros marcantes, vestidos assimétricos com renda e botas de cano alto.

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O Resort 2018 da Valentino

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A temporada de Resort é quase que um world tour. Cada marca, uma cidade. É incrível como as grifes conseguem mergulhar em culturas,  absorver tanta referência e criar coleções estonteantes. E, na Valentino, não seria diferente. Pierpaolo escolheu Nova York, a cidade do seu primeiro Pre-Fall como estilista solo, para apresentar a sua coleção, mas há uma modernidade no ar com pitadas esportivas.

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O super chique da marca italiana apareceu de forma renovada e com vários hits. A coleção foi trabalhada em cima do hip hop. Pense em vestidos feitos em tecidos encorpados com capuz de hoodies e ribanas nos punhos e cintura. O toque urbano também ficou por conta das jaquetas de couro, slippers, tênis com cano e meias curtas.

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Entre os meus preferidos estão os monocromáticos. Pretos, vermelhos e verdes ganharam a passarela em looks com misturas de materiais, texturas e efeitos, entre rendas, plissados e bordados divertidos.

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Como é bom ver as big labels explorando novos universos e trazendo coleções nada óbvias. É assim que a moda precisa seguir! Próxima parada é… Gucci!

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O Resort 2018 da Louis Vuitton

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Da Califórnia para uma cidade próxima de Kyoto. Essa foi a longa viagem que os fashionistas precisaram fazer após conferirem a apresentação de Resort da Dior – e seguir para o seu destino no Japão, o país escolhido por Nicolas Ghesquière para realizar o desfile da Louis Vuitton. Afinal, após a incrível experiência em solo carioca, o estilista precisava surpreender novamente, não é? Tudo tinha uma sintonia – do cenário deslumbrante no Miho Museum a cada item desenvolvido pelo diretor criativo.
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Agora vamos à coleção! Para começar, acho incrível que a cultura oriental esteja, cada vez mais, ganhando espaço nas roupas, acessórios e na beleza. Vi tanto nas últimas semanas de moda. Aqui, Ghesquière escolheu as armaduras de samurais como ponto de partida para suas peças ricas em texturas, brilhos e bordados. Não pense em encontrar looks simples. Aliás, a combinação de tantos elementos nada óbvios é uma das expertises de Nicolas. Exemplo? Os metalizados canelados com camisas listradas, lenços estampados no pescoço e calça de alfaiataria bicolor. Sem citar as bolsas, que surgem adaptadas para cada tema sempre trazendo os símbolos tradicionais da maison francesa.

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Com diversos shapes, os vestidos brilhantes, alguns com paetês e outros com glitter, surgiram com propostas diferentes. A versão curta com mangas largas e bordado com referência na arte inconfundível do estilista japonês Kansai Yamamoto. Desta vez, um look sem sobreposições, mas acompanhado de botas de cano curto com relevos e bico fino. O dourado longo coberto por cristais era pesado, mas maleável. Por baixo, o styling contou com uma saia de renda floral transparência ultraleve. E com calça justa e jaqueta de crocodilo? Também teve! Só que, agora, mais curto e com barra assimétrica.

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Falando em armaduras, uma reprodução fashion em versão colete para sobrepor vestidos e camisetas brancas. Achei cool este equilíbrio entre pesos e materiais. 4

Já nas padronagens, que prometem ser hit, desenhos caóticos e uma espécie de nuvens camufladas decoram looks das cabeças aos pés. Sem falar que a sintonia das cores é incrível e usável.5

Pronta para a próxima apresentação de Resort?

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