True desire: os acessórios da Alexandre de Paris

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Prender o cabelo, seja com um coque mais bagunçadinho ou aquele super penteado, sempre dá um toque de elegância ao visual. Aqui em Paris, vi tantas referências e isso é independente de estilo. As mulheres usam de várias formas para ocasiões diversas, desde em um look para assistir desfiles, em um café da tarde ou para ir à boulangerie da esquina de casa.

Mas há alguns detalhes especiais que podem deixar o cabelo preso ainda mais chique. Flores, presilhas cobertas por cristais e borboletas, por exemplo, são transformadoras na hora de criar um efeito tanto retrô quanto moderno, mas ultrafeminino. A marca Alexandre de Paris, que faz seus produtos em solo francês, é conhecida por fazer verdadeiros acessórios-desejo. AlexandreDeParis_01A Camila Coelho fez uma combinação muito elegante. O look já tinha elementos sofisticados, como a camisa de seda com mangas rendadas e os brincos de pérola, mas a fivela de camélia com miolo de cristal arrematou o estilo très French.

AlexandreDeParis_02Spikes também são bem-vindos para produções delicadas e modernas. A Luiza Sobral apostou na versão com pérolas intercalando cada ponta. O rosado com detalhe metalizado do barrete ainda entrou em sintonia com a camisa vermelha com babados.

AlexandreDeParis_04Silvia Braz e eu optamos pelo mesmo modelo, mas all black. Ela prendeu pela lateral, dando um ar mais despojado, e eu optei em uma forma mais clássica.

AlexandreDeParis_05E há tantas opções incríveis. São joias para os cabelos! Tem magnólias sem cristais, para as mais minimalistas, ou com pérolas se a ideia é criar uma composição girlie. Fivelas com vários pontos de luz, borboletas com mix de transparências… típicas para colecionadoras!

Beijos, Alice

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Destaques do último dia na PFW: Chanel, Miu Miu e Louis Vuitton

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Chegamos ao grand finale da semana de moda parisiense (e do longo calendário de Inverno 2017 do hemisfério norte). O tempo parecia que ia demorar para passar, mas eis que foi tão rápido. Parece que foi ontem que embarquei para Nova York, o meu primeiro destino nesta temporada.

Quem me acompanha desde o início (tanto nas redes quanto por aqui), sabe que, cada dia, é um boom de informações, desejos e grandes acontecimentos. Mas a moda é feita de surpresas, não é? E essa rotina inquieta é tão contagiante que é difícil chegar no final do dia e pensar que algo não valeu a pena.

Bom, voltando aos grandes e mais esperados shows da season, Chanel, Miu Miu e Louis Vuitton encerraram com chave de ouro a série de desfiles na terra da Torre Eiffel. Começando com a maison liderada por Karl Lagerfeld, que sempre é um acontecimento marcante e com cenário completamente inusitado.

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O clima futurístico proposto pelo estilista contou, inclusive, com um foguete no centro da passarela. O mood sessentista deu as caras tanto na beleza, marcada por topetes e cílios ultra-marcados, quanto nas peças com golas amplas, nos uniformes espaciais, além das botas cobertas por glitter à la Moon Girls, capas matelassadas em tons metalizados e os shapes curtos.

 

last_day_PFW_02 Já Miuccia Prada criou um universo apeluciado. Das escadas cobertas por pelos roxos vinham as suas Miu Miu girls vestindo tons pastel, peças plastificadas, muito pelo e brilhos que cobriam vestidos superdescolados.

last_day_PFW_03No Museu do Louvre, Nicolas Ghesquière misturou referências de delicadeza e atitude forte para a sua mulher super moderna. O bourdoir ganhou destaque em vestidos de paetés com fendas rendadas ou saias envernizadas. No contraponto, a atitude urbana ganhou poder com as peças com estampas xadrez, algumas black and white, outras vermelhas com interferências metalizadas em jaquetas e vestidos arrematados com cintos para marcar a silhueta.

Com tantos desfiles, propostas, estilos e novidades, é difícil escolher o preferido, não é? Foram quatro capitais, centenas e mais centenas de looks com peças superdesejáveis e que, sem dúvida, mostram que a moda permanece forte com uma geração (sem target!) de criadores fazendo trabalhos brilhantes. Alguns nomes saem de cena e outros surgem em seus debuts dando o seu melhor e mostrando a que vieram.
A moda é feita de suspiros, arrepios e emoções fortíssimas que vão além das roupas bem cortadas ou do trabalho excepcional handmade. É o reflexo do aqui e do agora – e do futuro, por que não?

Beijos, Alice

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Destaques da PFW: Hermès, Akris e Giambattista Valli

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Desfiles_PFW_01Para a penúltima leva de desfiles aqui em Paris, uma sequência de apresentações que brincam com ideias de como a moda vai seguir a partir de agora. Enquanto algumas investem no conceito de streetwear e na conquista da geração de Millennials, outras não abandonam a tradição e os traços da Alta Costura em suas criações ultra-sofisticadas.

No caso da Hermès, a estilista Nadège Vanhee-Cybulski não deixou as raízes da casa francesa de fora do seu inverno, mas trouxe frescor. A cavalaria, origem da label, esteve presente em looks que equilibravam capas curtas com vestidos esvoaçantes e camisas de seda com estampas dos clássicos lenços da década de 60. O esporte também marcou presença de forma chique, como nas jaquetas de gola alta. O xadrez encontrou jaquetas de couro e botas tratoradas de cano alto com amarrações até o topo. Mas, sem dúvida, o ponto que mais me marcou foi a mistura elegante da cartela de tons pastel, entre lilás e rosa, no combo camisa + calça + maxi capa. O tipo de visual que dá vontade de usar já!

Desfiles_PFW_02Já na Akris, Albert Kriemler caminhou em direção à valorização de boas e essenciais peças para o guarda-roupa. Entre casacos com cortes impecáveis, vestidos com movimento esvoaçante e tricôs com mangas fofas, as estruturas pesadas encontraram a leveza e um certo romantismo. Outro ponto que o estilista trabalhou com excelência foram as nuances do roxo (com destaque para a cor uva) em total looks que deixavam sobressair apenas as diferentes texturas dos materiais, como a jaqueta de pelo com shape esportivo e a saia transparente com fenda. Os comprimentos? Curtos!

Desfiles_PFW_03Falando em romantismo, Giambattista Valli não economizou detalhes na sua coleção. O mood Vitoriano refletiu diretamente nas peças cobertas por babados, rendas, franzidos, camadas (muitas camadas), mangas bufantes e, claro, na cartela da cor do amor para produções monocromáticas. O vermelho também destacou um dos candidatos a hit do Inverno… a bota. Após darem o ar da graça nos desfiles da Emporio Armani, Fendi e Prada, elas estão aí, com amarrações e feitas em veludo. O preto também fez a sua aparição, com riqueza em informação e jovialidade.

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