Good Girl Dot Club: Carolina Herrera

Quem acompanhou as redes sociais do F*hits esta semana viu que tivemos um encontro especialíssimo. A estilista Carolina Herrera e sua filha Carolina Herrera de Baez estiveram em São Paulo para uma ocasião incrível, o lançamento da edição limitada do do eau de parfum Good Girl Dot Drama, em meio a uma fabulosa exposição de vestidos de poá, símbolo da grife há mais de 30 anos. As bolinhas já foram usadas de mil maneiras: brancas sobre fundo preto ou coloridas em tons extravagantes; hiperbólicas ou sutis; impressas ou bordadas. As combinações foram e são infinitas, mas sempre estiveram no auge e a serviço dos seus valores: elegância, alegria de viver, carisma e mistério.

Indiscutivelmente, Carolina Herrera é um dos grandes nomes da moda mundial e ícone de estilo. Um motivo muito especial me alegra ainda mais diante esse encontro. Ela começou sua carreira como estilista aos 40 anos, o que faz dela uma fonte de inspiração, para mim e tantas outras mulheres. Me aventurei na moda aos 25 anos, mas aos 40 fundei o F*hits, o que transformou completamente a minha vida. Compartilho, ainda, uma de suas frases e, talvez, a minha favorita: “Meu propósito na moda é trazer segurança e beleza ao vestir mulheres”.

A primeira fragrância da família Good Girl foi lançada em 2016 e ele vai além do aroma: seu sucesso não se deve apenas à sua fórmula. Milhões de mulheres se identificaram com seu lema, It’s good to be bad uma filosofia que incentiva a adoção da dualidade: em nossa luz e escuridão e em nossa bondade e malícia, reside nossa força. A responsável pelo desenvolvimento dos perfumes é Carolina Herrera de Baez, filha da Sra. Herrera.

Após a apresentação da versão polka dots da fragrância durante o dia, com presença em peso do F*hits, fomos a um jantar deslumbrante em uma casa no Morumbi, em São Paulo. Cada influencer estava com seu visual composto por peças assinadas pela estilista – há desde os clássicos vestidos lady like às modelagens assimétricas com pitadas de modernidade.

Definitivamente, uma experiência única. Poder estar ao lado de um nome tão importante para o universo fashion é uma alegria enorme. Fazia anos que ela não visitava oficialmente o país. Além disso, este foi um dos seus primeiros eventos oficiais desde que Wes Gordon a sucedeu como diretora criativa em 2018 e Carolina Herrera se tornou a Embaixadora Mundial da marca. Uma ocasião para guardar no coração!

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Resort 2020: Chanel, Louis Vuitton e Prada

Diferente das semanas de moda tradicionais de prêt-à-porter, que acontecem em fevereiro-março e setembro-outubro, as apresentações de Resort (ou também chamadas de Cruise) acontecem em cidades distantes das suas sedes. Exceto Chanel que, com a decisão de Karl Lagerfeld, optou por permanecer em Paris e fomentar a movimentação da capital francesa que, segundo a prefeita da cidade (e amiga do diretor criativo da marca) Anne Hidalgo, precisava de uma mãozinha forte da moda. Após a morte do kaiser, aguardamos as próximas direções de Virginie Viard, sua sucessora, que manteve seu primeiro show nos domínios do Grand Palais.

E, falando em Chanel, vamos ao grande e esperado desfile. Os olhos estavam atentos e ansiosos para saber quais seriam os caminhos que Virginie seguiria na maison francesa. Em um cenário de estação de trem, ela pontuou cidades que têm relação com a história da grife, entre Venise e Saint-Tropez, e fez seu debut entre plataformas que captavam raios da luz do sol. Na coleção com ar oitentista, cores e modelagens foram os pontos-chaves para retomar alguns clássicos da casa. A jaqueta de tweed surgiu em tons vibrantes e ao lado de leggings com letras formando “Chanel”. Os sapatos também seguiam uma cartela forte e fashionista – entre pinks e avermelhados. Virginie trouxe looks que remetiam aos uniformes das mulheres trabalhadoras, de décadas de 40 e 50, mas de forma renovada e com shapes mais interessantes e menos austeros. Outro hit que chamou muito a atenção foi o púrpura, seguido do lavanda, que apareceram visuais monocromáticos ou apenas em uma peça ou outra na produção. No mais, só provas de que há uma nova geração, com um novo olhar, para as criações icônicas de Coco Chanel e da era Lagerfeldiana.

Apaixonado por arquitetura e todos cenários que envolvem curvas, Nicolas Ghèsquiere levou o Resort da Louis Vuitton para Nova York. Mais especificamente no próprioAeroporto Internacional John F. Kennedy, onde se encontra o TWA Flight Center, um terminal de passageiros que está fechado desde 2001. Com um visual que nos leva direto à década de 1980, a coleção nos entregou ombros marcados, mangas bufantes, calças de cintura alta e toques de cores intensas como o azul bic e fúcsia, que deixavam todas as produções ainda mais vibrantes. Há, claro, uma brincadeira de sobreposições de materiais na mesma peça, uma das características preferidas do designer. 

Em uma segunda parte do desfile, Ghèsquiere acrescentou looks com grande dose de referência 80’s, com shapes curtos e volumosos, com destaque para a saia balonê, em versões listradas e monocromáticas – no caso, um rosa vibrante. A beleza, assinada por Pat McGrath, dá ainda mais força ao mood da década e traz uma atitude rocker, com lábios vermelhos, olhos contornados com preto e blush marcante.

Enquanto isso, na semana anterior, a italiana Prada também desembarcou na Big Apple para mostrar suas criações de Resort. Desta vez, Miuccia Prada estava com ideias de trabalhar com o simples. No caso, o material eleito foi o algodão, que compôs uma coleção rica em detalhes – mas não deixou de dividir espaço com o nylon nas jaquetas. Havia desde blazers pretos e marinho, maxicasacos rosa pastel aos listrados tradicionais das camisas masculinas e xadrezes, que, eventualmente, encontravam florais pequenos e coloridos. Sempre com sobreposições que dão à silhueta uma forma ”Prada”, reta e sem revelar tanto a cintura. Havia também tops de camponeses com bordados à mão, botões listrados, jaquetas de estampa de chita e calças combinando, e ternos utilitários.

Além de Dior, que já apresentou seu espetáculo em Marrakesh (e falei neste post), estas marcas mostraram ainda mais a importância de investir em coleções de Resort, algo que, antes, não era tão encarado com muita força. No calendário, ainda temos dois grandes desfiles: de Gucci, em Roma, e Giorgio Armani em Shangai. Claro, outras labels preferem lançar suas novidades em lookbooks com cenários e peças espetaculares.

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Dior desire: 30 MONTAIGNE

É incrível como a moda tem o poder de nos surpreender! Quando pensamos que encontramos a nossa peça preferida, que será insubstituível, aparece um novo desejo. Claro, não é questão de anular um queridinho ou outro, mas é acrescentar mais um item à wishlist.

Na lista de it-bags, uma boa nova! E desenvolvida por quem entende muito bem deste universo dos acessórios e que, a cada temporada, apresenta uma bolsa que faz as fashionistas suspirarem. Maria Grazia Chiuri, a diretora criativa da Dior, acaba de mostrar a sua mais recente criação: a 30 Montaigne. Quem acompanha a maison francesa sabe que, por trás de cada nome/estética, tem uma história. 

Como forma de homenagem ao lendário endereço de Alta Costura da Dior, fundada em 1946 por Monsieur Dior, o modelo é o que podemos chamar de timeless desire. Ele é retangular, clássico e versátil, ganhando inúmeras cores, estampas, ferragens douradas, as icônicas inicias “CD” e alças para serem levadas na mão, no ombro ou cruzadas ao corpo. A partir de agora, podemos esperar uma série de interpretações a cada estação – sempre adequadas dentro dos temas apresentados por Maria Grazia na passarela.

Durante o lançamento, o F*hits team mostrou formas de usar a 30 Montaigne. É possível transitar entre visuais urbanos e elegantes, tanto para o dia quanto noturnos. Uma companheira versátil para minhas aventuras de moda pelo mundo.

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