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Yes, we can!

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Nos últimos tempos, o movimento feminista, criado lá no início do século passado, tem ganhado cada vez mais voz – e gerado uma série de mudanças. Empoderar é a palavra que mais revela o sentimento de quebra de regras e costumes, evidenciando um ponto ainda mais forte: a igualdade. Seja no mercado de trabalho ou dentro de casa, a luta pelos mesmos direitos e oportunidades têm ainda mais intensidade, graças à união entre as mulheres, que em forma de manifestações na internet, nas ruas e nas passarelas também.

Eu, como empresária feminista, vejo essa relação entre o feminismo e a moda de uma forma muito próxima. Na edição de março da Vogue América, a toda-poderosa Anna Wintour celebrou uma lista de mulheres que vem transformando a sociedade, como a Primeira Ministra da Nova Zelândia, Jacinda Arden, a atriz e militante Lena Dunham, Alicia Vikander (a nova Tomb Raider). Ainda no início da sua carta, Anna falou sobre os casos de abuso vindo de profissionais ligados ao mercado editorial, um assunto que teve origem nas reivindicações feminista e está cada vez revelando nomes inesperados.

Fora das revistas, as grifes têm levantado a bandeira em suas coleções há algum tempo e espalhando por aí dizeres empoderadores e que respeitam a natureza das mulheres. Sem preconceitos, limites ou imposições. Maria Grazia Chiuri foi uma das responsáveis por dar start ao movimento dentro das salas de desfile, com cenários e roupas que ganharam voz. Na sua primeira temporada para a Dior, no Verão 2017, a diretora criativa lançou camisetas com a famosa estampa “We Should All Be Feminists”, uma forma de chamar outras mulheres para a luta. E parece ter dado muito certo! A cada estação, ela traz um viés diferentes desta busca pela igualdade dos gêneros – a última apresentação de Inverno 2018 contou com a frase “É não, não, não e não!”, relacionada à questão do abuso. Já Prabal Gurung mostrou sua versão explorando o poder das mulheres a partir das suas vontades, longe de imposições, com a t-shirt que diz “nossas mentes, nossos corpos, nosso poder”.
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Outra estética que vem destacando o feminismo é a espécie de invasão ao guarda-roupa masculino. E estou falando sobre os shapes e tecidos tradicionais da alfaiataria. As formas amplas e a cintura sem marcação estão presente nos looks desfilados nas semanas de moda e nas ruas, com interpretações que misturam detalhes super femininos, como o batom vermelho e a cropped shirt no visual da Camila Coelho.
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“Yes, we can do it!”. Essa é a mensagem que o feminismo quer passar a todos. Nós podemos tudo! Podemos ser bem sucedidas no trabalho, ser mães, ter uma vida social forte e, acima de tudo, não viver na sombra masculina – algo que era imposto no passado. Os homens são importantes para nós por diversas razões e vejo que muitos apoiam as mulheres neste caminho. E que seja assim sempre!

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